Processos colaborativos do desenho técnico nas empresas (Part7)

Continuação – https://rishivadher.blogspot.pt/2017/03/processos-colaborativos-do-desenho.html
2.3 Tipo 3: liderança no interior do primeiro processo
imagem08IMAGEM08
Tipo 3 é diferente do tipo 1 e tipo 2 em dois pontos: são utilizados apenas para redesenhar os produtos existentes e as atividades dos desenhadores de engenharia de procederem antes dos desenhadores industriais, requerendo assim um papel mais proeminente para desenhadores de engenharia ao reduzir o papel dos desenhadores industriais. Para explicar as características como segue:
Primeira fase planeamento de produto: conforme mostrado na IMAGEM08, a equipa de planeamento do produto inicia o projeto de desenvolvimento do produto com base no mapa anual de desenvolvimento do produto. Neste ponto eles têm um conceito funcional dos produtos no mapa organizacional. Especialistas em planeamento de produtos determinam o mercado-alvo, preço-alvo, tamanho do produto e custos de materiais com base nos produtos existentes no mercado. Frequentemente os desenhadores de engenharia os ajudam a desenvolver a especificação do produto, analisando partes técnicas dos produtos dos concorrentes e estimando o custo do material. O resultado desta fase é o documento de planeamento do produto, que inclui a especificação do produto.
Segunda fase o desenho conceptual de engenharia: os desenhadores de engenharia desenvolvem rapidamente um layout preliminar baseado na especificação do produto. Utilizam geralmente os dados de produtos previamente desenvolvidos, após sua conclusão, eles enviam o layout preliminar como dados CAD 3D aos desenhadores industriais. Este é o ponto de partida do processo do desenho industrial em que os desenhadores industriais utilizam-no como uma entrada para desenvolver a forma exterior, enquanto os desenhadores de engenharia procuram soluções para o desempenho do sistema e continuam a aperfeiçoar o layout. À medida que o layout interior e a forma exterior se desenvolvem simultaneamente, ambas as equipas interagem de perto e discutem quaisquer pontos de desacordo ou conflito, e trocam o feedback repetidamente pela modificação. Eventualmente o layout preliminar torna-se o layout definitivo enquanto o esboço do desenho se desenvolve na forma definitiva exterior. O resultado nessa fase é o layout definitivo que reflete a dimensão final do produto a desenhada.
Pós segunda fase desenho concetual industrial: este processo está longe de ser uma fase posterior independente, mas sim uma fase intermediária entre o segundo e o terceiro. Assim refervesse-se à fase apos a segunda que inicia com a receção do layout preliminar dos desenhadores de engenharia e prossegue simultaneamente com o desenho conceptual de engenharia. Os desenhadores industriais verificam o layout interior e sobreposição com uma forma exterior correspondente então realizam esboços de ideias, modelação CAD 3D, renderização, reuniões de avaliação do desenho e um evento de seleção de maquetes para decidir sobre o desenho do formulário exterior. Os desenhadores de engenharia continuam assessorando e avaliando a forma exterior. Como tal a forma exterior e o layout desenvolvem-se pouco a pouco através do conceito entrelaçado o desenho concetual de engenharia e industrial.
Terceira fase o desenho de pormenor, acompanhamento dos testes e produção: esta fase não é marcadamente diferente da do tipo 1 e tipo 2.
Todas as empresas com exceção da empresa B, utilizaram esse processo, isso indica que é mais amplamente utilizada. Os entrevistados observaram que esse processo é comparável às diretrizes oficiais das empresas para os processos do desenho em termos de papéis, tarefas e etapas. No entanto foi mencionado que o período real é menor do que o especificado nas diretrizes.
2.4 Tipo 4: liderança das sinergias dos processos
O tipo 4 teve lugar como uma proposta não oficial, mas nos esforços individuais dos desenhadores nas fases iniciais. Em muitos casos os engenheiros envolvidos no desenvolvimento de modelos de produção tendem a rejeitar novos conceitos do desenho propostos por desenhadores industriais, devido a problemas de viabilidade dentro do tempo limitado. Para implementar os conceitos os desenhadores industriais trabalham com desenhadores de engenharia que são mais liberais. Portanto este processo torna possível continuar com novos conceitos do desenho que foram rejeitados. Além disso os desenhadores industriais e desenhadores de engenharia fazem esforços sinérgicos. Partindo da abordagem separada convencional estes lidam com um conceito do desenho de forma integrada, considerando muitas variáveis de projetos que acorrem simultaneamente. Sendo as fases detalhadas deste processo são as seguintes:
 imagem09
IMAGEM09
A primeira fase a incubação de conceitos: como se observa na IMAGEM09 os desenhadores industriais concebem um novo desenho de forma independente, estes principalmente construem-no a partir das ideias do desenho que foram excluídos do processo de projetos de processo apesar de sua inovação.
A segunda fase a concepção: esta fase inicia quando os desenhadores industriais procuram desenhadores de engenharia que possam trabalhar com eles, quando um desenhador de engenharia concorda em juntar-se ao desenhador industrial para implementar o conceito do desenho eles trabalham em estreita colaboração ao longo desta fase. O desenhador de engenharia fornece tecnologia de ponta para o desenhador industrial para aperfeiçoar desenho conceptual. O primeiro nível do layout interno é desenvolvido com base na forma externa que está sendo desenvolvida, e os resultados desta fase são os dados 3D CAD sobre a forma exterior e layout interior.
Terceira fase o planeamento do produto: a equipe de planeamento do produto decide a comercialização do projeto por meio de uma reunião de avaliação do desenho. Em seguida a equipa de planeamento do produto define o mercado-alvo para o projeto e a partir dessa fase, os engenheiros responsáveis pelo desenvolvimento dos modelos de produção se tornam envolvidos.
Quarta fase desenho de detalhe acompanhamento da produção e teste: O processo desta fase não é muito diferente do dos tipos 1, 2 e 3.
O ambiente de desenvolvimento de produto existente e faz com que os desenhadores de engenharia sejam conservadores, na maioria dos projetos de desenvolvimento no domínio da eletrônica de consumo que são urgentes. As empresas costumam definir um dia de lançamento do produto nos seus planos. Assim os desenhadores executam todas as tarefas e eventos seguindo a linha do tempo para o dia. Com base nos dados das conversas com os engenheiros envolvidos neste tipo de projetos tendem a rejeitar novos conceitos de desenhos propostos pelos desenhadores industriais, porque sentem que não poderiam garantir seu trabalho com os conceitos passam os testes de desempenho e confiabilidade pelo tempo escolhido. A falha dos testes influenciará diretamente o roteiro de desenvolvimento de produtos da empresa assim como o desempenho anual do desenhador de engenharia quando avaliado assim pendendo selecionar e avaliar os conceitos dos desenhos. Por conseguinte este processo é dificilmente disponível para os desenhadores que estão diretamente envolvidos em projetos em curso sobre um cronograma de lançamento do produto no mercado. Por outro lado, os desenhadores de engenharia que estão relativamente livres do cronograma para o mercado, por exemplo, aqueles envolvidos no desenvolvimento da tecnologia avançada para futuros produtos serão mais abertos a novos conceitos do desenho. Além disso mais importante ainda, parece que os desenhadores que são mais abertos para trabalhos colaborativos com outros especialistas tendem a executar este processo.
No caso da empresa D, o tipo 4 teve um grande sucesso no mercado com um novo produto ao empregar esse processo, no entanto outros casos que aplicam ativamente este processo aos seguintes projetos não foram relatados em nossa entrevista. No entanto, é interessante que a empresa D colocou vários desenhadores de engenharia
da equipa de desenvolvimento de tecnologia avançada num gabinete vizinho da equipa de desenho industrial e isso permitiu o caso do processo sinérgico. A gerência propositadamente mudou-os para impedir que os desenhadores industriais produzissem conceitos de desenho irrealistas, permitindo que eles fornecessem os suportes técnicos necessários imediatamente aos desenhadores industriais. Isso parece estimular ambas as partes a serem mais íntimas, criando assim um clima cooperativo, e isso aumentará a possibilidade de emergentes processos do desenho integrado.
3 Discussão e implicações
3.1 Mudança nas funções
A contribuição dos desenhadores industriais é dominante na fase de concepção e posteriormente os desenhadores de engenharia assumem o seu papel principal e isso pode ser considerado como as características gerais dos quatro tipos de processos do desenho. Com exceção do tipo 3 todos os processos do desenho começaram com conceitos de desenhos desenvolvidos por desenhadores industriais. No caso dos tipos 1 e 2, os desenhadores industriais definem de forma independente o conceito do desenho em termos de forma e utilização. O tipo 4 é integrativo na fase do desenho de conceito, mas começa com o conceito do desenho inicial do desenhador industrial. Ao contrário dos outros três tipos de casos o tipo 3 é aonde a modificação programada de produtos existentes acontece, comece com o layout design por desenhadores de engenharia. Parece que seus papéis são divididos como desenvolvedores de conceitos e implementadores de conceitos. Curiosamente como uma empresa busca novos produtos e conceitos ou enfatiza o sentimento emocional e usabilidade, mesmo em casos de redesenhar o papel dos desenhadores industriais parece ser significativo. Este é um fenômeno diferente da ideia de que um novo conceito produto é desenvolvido através do desenvolvimento de novos princípios e tecnologia. Eles preferiram inventar novos usos ou o significado dos já existentes. Portanto isso pode ser visto como evidência de que o novo desenho também começa com as tecnologias e princípios existentes.
No que diz respeito ao conhecimento dos desenhadores industriais, contrariando a crença de que raramente considerariam as peças internas, eles parecem ter conhecimento suficiente para ler e manipular os componentes funcionais internos e realizar desenhos externo. Exceto para o tipo 1 em que a definição da forma externa sempre acontece ao considerar e rearranjar as partes funcionais internas por desenhadores industriais. Tipo 2 é um caso inesperado, em que os desenhadores industriais desenvolvem a forma exterior arranjando os componentes internos relacionados ao mesmo tempo, entretanto o seu trabalho nas partes internas pode limitado provavelmente devido às peças principais que afetam diretamente a forma exterior. Embora não fossem totalmente envolvidos na concepção dos detalhes de peças internas é evidente que o seu papel foi estendido para a área do desenho de engenharia e é atribuído ao forte apoio da gerência ao desenho industrial e às ferramentas CAD compartilhadas entre os dois grupos.
3.2 Seleção da abordagem ao desenho
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